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Artigo sobre análise de solo e podas no cafeeiro


Após a colheita do café, lembramos de dois processos na cultura do cafeeiro: um deles é a retirada da amostra para a análise de solo, que se ainda não realizada, deve ocorrer o mais cedo possível, visto que a análise de solo (Figura 1) é essencial para a verificação da necessidade de calcário e realização do plano de adubação (recomendação dos fertilizantes). Se necessária a aplicação do calcário, para que a mesma seja eficiente, deve-se realiza-la 60 dias antes da adubação. Outro ponto é que nesse período acontece as feiras realizadas pelas cooperativas, a exemplo da Feira COCATREL que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro, onde é possível conseguir condições diferenciadas na compra de fertilizantes.

Lembre-se sempre que:

  • não existe recomendação sem análise de solo;

  • não se deve comprar fertilizantes sem o plano de adubação (ou a recomendação);

  • não se deve aplicar o fertilizante sem aguardar no mínimo 60 dias da aplicação do calcário.

Qualquer dúvida quanto a retirada das amostras de solo, entre em contato com o Departamento Técnico da COCATREL, pelos telefones 3265 5175 ou 3265 3505.

Figura 1- Amostras de solo recebidas pelo laboratório da COCATREL e início do procedimento para análise do solo


Outro ponto de interesse a ser verificado nesse momento é a necessidade de podas no cafeeiro. O manejo de podas sofre influência da variedade de café plantada, do espaçamento, porte e arquitetura das plantas e da forma que a mesma se encontra após a colheita (vigorosa ou depauperada). Cafeeiros de variedades de porte alto, como Mundo Novo, Bourbon e outros, exigem podas mais frequentes para redução de altura de plantas (tipo decote, com ou sem esqueletamento) e para eliminar cinturamentos ou deformações de copa, devidos a stress maior nesses materiais, seja por déficits hídricos, por ataques de doenças ou por deficiências nutricionais.


A escolha do melhor tipo de poda depende de diversos fatores, podendo se optar pelo:

- Esqueletamento: consiste no corte dos ramos produtivos a uma distância média de 30 cm do tronco principal juntamente com um corte no ramo ortotrópico (principal) a 1,7 a 2,0 metros de altura (imagem 2). No ano seguinte o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, porém no segundo ano após o corte, costuma-se apresentar altas produtividades que muitas vezes compensam o ano sem produção. Por esse motivo, esse tipo de poda também é chamado de safra zero.