Relatório do Mercado de Café: fevereiro de 2021

Fevereiro foi um mês importante para o mercado de café. Pode ser dividido em três momentos. As duas primeiras semanas foram marcadas pela consolidação da alta ocorrida em janeiro. A terceira semana marcou uma alta de preços de 400 pontos, e por fim, a quarta semana foi caracterizada por uma alta ainda mais significativa, já que alta média de 900 pontos levou os preços do café para acima de 130 c/lb, significando preços médios de R$ 728,90 por saca.


As duas primeiras semanas fecharam com preços médios de 124 c/lb e 122 c/lb para o vencimento março na bolsa de Nova Iorque, marcando a continuidade do mês de janeiro, que teve como médias para as quatro semanas: 123 c/lb, 124 c/lb, 125 c/lb e 124 c/lb. O dólar manteve-se estável com R$ 5,40 e R$ 5,38 e isso manteve os preços físicos pagos ao produtor em R$ 670 e R$ 660 por saca de sessenta quilos para um padrão tipo 6, bebida dura. Basicamente o mesmo preço da última semana de janeiro.


Na terceira semana, o mercado reagiu e Nova Iorque apresentou alta de 400 pontos em relação à média das duas primeiras semanas, tendo como fechamento médio a marca de 127 c/lb. O dólar apresentou pequena alta, passando para R$ 4,42 e os preços físicos subiram para R$ 680, representando alta de cerca de 15 reais em relação à média das duas primeiras semanas.


Por fim, a quarta semana foi ainda mais marcante. Os preços no terminal novaiorquino atingiram média semanal de 136 c/lb, o que significou alta de 900 pontos em relação à terceira semana. Com dólar em alta, tendo como cotação média R$ 5,46 e apresentando resultados mais fortes nos dois últimos dias do mês, quando atingiu R$ 5,51 no dia 25 e R$ 5,59 no dia 26, os preços no mercado físico dispararam. R$ 701 no dia 22; R$ 725 nos dias 23 e 24; e R$ 746 nos dias 25 e 26. A cotação média da semana ficou em R$ 729 a saca.


Assim, os preços atingiram os melhores valores desde dezembro de 2019. A explicação está associada à perspectiva de quebra de safra no Brasil em 2021, que é cada vez mais aceita pelo mercado. Compras de fundos, seguindo essa expectativa, também contribuíram para as altas verificadas nas terceira e quarta semanas.


O Rabobank atualizou suas previsões e prevê déficit global de - 2,6 milhões de sacas para o período 2021/22. Sua previsão anterior era de superavit de + 10 milhões de sacas. Judith Ganes, consultora do mercado norte americano, também visitou o Brasil e projetou a safra brasileira entre 47 e 52 milhões de sacas, que está em consonância com o primeiro levantamento da Conab, que no dia 21 de janeiro divulgou previsão entre 43,8 e 49,5 milhões de sacas. Tudo isso contribuiu para as altas verificadas no mercado.

Copyright (c) 2018 COCATREL. Todos os direitos Reservados